No Caminho das Verdades do Coração
Mas ai de mim!
Que agora não passo de espírito cansado
E nesse cansaço, já muito além da conta,
Perco-me num tal de quase eterno 'não saber'.
Eu, que sempre fui muito certa de meus quereres
Muito certa de todo o meu fazer,
Agora pego-me aprisionada nesta avassaladora emoção
Que entope-me a frio de inseguranças e aflições.
Que amarra-me em dúvidas infindas
Sobre o tempo de fazer e o tempo de aguardar.
Na dúvida, mato-me as expectativas
E diante de meu próprio espectro,
Penduro o pequeno e amargurado espelho da desesperança,
Na ironia de reconhecer aquela armadura
Da que nunca se deu por, nem um santo dia, vencida.
Aquela mesma, a decidida e entupida de teimosias.
Mas também transbordando coragem de viver
Porque se for para morrer em vida
Que seja para morrer de nunca desistir.
Que se morra na beira da praia,
Depois de muito nadar para nessa beira chegar,
Mas que se chegue na beira do mar, é a algum lugar,
Mas nunca, nunca mesmo
Deixar de lutar por estar em alto mar.
Respiro fundo, transmuto tudo quanto se possa transmutar
Peço para quem me guia, iluminar-me os pensamentos,
Iluminar-me nas atitudes e minhas mãos.
Porque nessa agonia sem fim, seguro, sim, essas mãos invisíveis.
E na força dessa conexão, muitas vezes incompreendida,
Sigo acreditando que nessa existência a gente só está sozinho
Quando anda sem rumo por falta de verdade no coração.
Cá fico eu, entre questionamentos intermináveis
E assoladoras incompreensões, permanecendo,
E aguardando o impossível se provar materialização.
No inferno dos sofrimentos e das ilusões,
A única arma é a fé que se carrega
E a força da verdade que vai dentro do coração.

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