O Turbilhão De Uma Mente Inquieta

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Imagem: Pinterest

Eu nem faria uma postagem desse tipo, mas quando me peguei twittando* fervorosamente certas críticas, por causa de uma rápida pesquisa de livros, foi que me dei conta de que seria melhor se eu fizesse uma publicação inteira do que pedaços soltos de pensamentos e num lugar não tão adequado para um "to be continued". E sinceramente, foi a melhor decisão que eu tomei, até o momento, no dia. Pode até parecer bobagem e muito superficial de certa vista, porém não é. 

Eu acredito demais no poder das palavras, dos pensamentos e dos sentimentos, no poder das energias, das intenções e desse dom que me acompanha.

Eu acredito que ele me transbordará para o lugar de paz que eu busco desde que me conheço por gente - um lugar concedido a mim, por mim e pela minha liberdade. 

Mas voltemos, voltemos. 

Não sei porquê, e na verdade, agora, parece até se explicar, que assim que comecei o meu dia efetivamente, eu acabei me recordando de dois livros muito especiais e que me acompanham de longa data. Felizmente, dada sua fragilidade no tempo, eu ainda tenho em minha estante.

Os livros são Moll Flanders (Daniel Defoe) e Madame Bovary (Gustave Flaubert), ambos livros de romance, datados respectivamente de 1722 e 1857.  São clássicos literários e sinceramente, só de imaginar ficar sem ambos em minha estante chega a dar calafrios.

Os que possuo são totalmente antigos, daqueles de capa dura clássica e que você provavelmente encontraria em uma gigantesca biblioteca milenar e sejamos honestos, encontrar livros assim é já coisa de colecionador nos dias de hoje. Eles estão em bom estado ainda, mas foram livros de Sebo ou de uma promoção de Livraria muito muito antiga. Deve ter alguns pontos de traças até e na realidade tudo isso me faz idealizar de forma romantizada ainda mais essas edições que possuo. Porém, certamente eu não desejo ficar sem eles. Por isso estou sempre conferindo na minha loja preferida de compras de Papelaria e Livraria, Amazon. 

Sei que está um pouco mais difícil hoje em dia e me dá arrepios imaginar que possamos, por causa de recursos excassos, acabar ficando sem essas preciosidades em algum momento.

Eu me refiro aos livros, mas no caso eu incluo artigos de papelaria também - já que é outra paixão minha. Enfim, o papel está bem mais caro e quanto melhor a qualidade isso fica ainda mais latente. Muita gente reclama do preço dos livros, mas na realidade, um livro não é apenas preço e conteúdo.

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Uma pausa para saudar Iansã e Xangô, pois o tempo está virado e vêm vindo lá com seus raios e trovões. 

Epahey, Oyá. 

Kaô Kabecile, Xangô. 

......... E desceu a chuvarada. 

Deixa o mundo girar, deixa o céu clarear, deixa a água limpar, deixa a justiça reinar.

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Mas então, tudo é mensagem. 

Uma produção que não faz sentido com o valor de uma obra pode até deturpar a grandiosidade dela. Claro, nada vai eliminar o valor em si do conteúdo no fim das contas, mas pode atrapalhar....hm....o despertar de novos leitores, digamos assim. Não que eu precise realmente explicar isso, mas esse  escrito é para escrever, portanto é mesmo uma coisa minha, esse gosto pelos detalhes e para a sutileza nas linhas.

Para mim, os detalhes são delicadezas e afago no coração de todas as coisas. Se eu conheço uma obra ainda, certamente vou buscar adquirir um material completo em sentido, ou que me agrade visualmente, porque isso enaltece ainda mais o prazer pela leitura. Você que está lendo pode até dizer que é um pouco superficial, porém não é assim que vejo esse enaltecer - eu vejo como o valorizar da preciosidade. Para mim, o que o compõe é parte de si e esse significar nos mínimos detalhes é sempre um carinho na essência que já se faz o que é, por si só.

Aí se você tem formação em Design Gráfico ou por aí algum conhecimento Editorial, de Web ou qualquer coisa do tipo, deve estar me maldizendo agora achando um absurdo que eu tenha feito um blog para textões com um fundo preto e uma cor que deixa a gente vendo sombras projetadas everywhere. Alá, a dita cuja que fica pincelando tais questões mas trabalha com uma UI cagada dessas.

Parece até que a gente tomou um flash na cara. E o tamanho dessa letra? Uma revolução para os ceguetas. Pois é, aí eu digo, mas é isso aí, você está é muito do certo(a), mas nesse momento eu não ligo. Esse blog é uma nostalgia para quem vive de prazer!

E essas porcarias categorizadas, que fazem todo o sentido de ser, aqui é um enorme "fuck that!", porque o que eu quero mesmo é impactar você.

Resumindo, só quem viveu ali entre os anos 70's - 2010 sabe o prazer implacável das coisas amadoras e quanto o valor dos conteúdos que surgiam pela internet eram cheios desse entuasiasmo e magia próprios das novas descobertas. 
A maior parte das coisas eram missão impossível de encontrar em pesquisas na época, mas era uma delícia quando a gente encontrava o que pesquisava tanto. Ninguém ligava para UX/UI, as pessoas ligavam para o que encontravam, descobriam, conheciam - e certas coisas até tinham um apelo visual mas de acordo com a "cultura" se é que posso dizer assim.

Vocês dessa geração não sabem o que é isso, porque tudo está bem na lata.
Fácil, projetado e bem esfregadinho na fuça. Até o que está escondido é acessível.

Super Creepy! 

Fiz esse adendo mais "técnico", por falta de expressão melhor, porque nessa pesquisa acabei vendo um comentário de uma pessoa que ia devolver o livro somente porque ele era uma edição de bolso ou próximo de edição pocket, e porque as folhas eram BRANCAS. Sério? Isso realmente define o quão bom é um livro para você?

Cara, ok. Tudo bem, de fato, no anúncio carecia bastante de detalhes técnicos do produto e isso fazia as pessoas irem mais de olhomêtro, sobre isso eu até concordaria em relação a possíveis decepções, mas nada impede as pessoas de pesquisarem pelo Google sobre a edição, né.

Ainda mais se certos pontos são tão relevantes assim. É mesmo uma preguiça gigantesca de pesquisar. O que para mim já invalida fodamente qualquer insatisfação posterior à compra.

De todo modo, a própria plataforma disponibiliza sessão para compartilhar fotos do produto, assim como de perguntas a outras pessoas que já compraram o produto antes de você. Então, é um pouco falta de noção mesmo. Agora, ser uma edição comentada é uma informação que faz muita diferença e ela não estar bem pontuada é uma falha imensa, realmente. Mas isso também é possível de buscar ter certeza antes da compra.

Outro ponto é que a editora é bem famosa e a maior parte das pessoas que gostam de livros, e estão acostumadas a comprá-los, sabem muito bem que essa editora em específico trabalha há muitos anos com um imenso acervo de publicações no estilo Edição de Bolso, então dava para ter noção do produto só por isso, sinceramente.

A responsabilidade de conferir os detalhes antes da compra é do comprador também, especialmente se esses detalhes são importantes para a pessoa, mas o povo quer tudo de mão beijada. Deixam de comprar livros fodas, por vezes, por medinho de gastar a toa.

Coisa miserenta.
É só saber o que quer, o que busca, se informar, pesquisar e GG. 

O único 'mimimi' que eu realmente aceito sobre comprar livros é se ele chega rasgado, amassado e esse tipo coisa. Porque a plataforma tem que garantir que chegue intacto, ainda mais esse tipo de produto. Essa é uma crítica bem particular que eu carrego comigo sempre, porque sou extremamente chata com livros, e infelizmente há alguns poucos anos aí a Amazon realmente anda enviando livros em péssimas condições por causa da forma de envio deles. Muitas vezes, chegam livros em embalagem plástica de envio, e puts, isso detona as quinas do livro ao longo do processo de entrega.

Infelizmente, é coisa que danifica fácil - não dá para economizar muito. Mas até entendo, que tem toda uma questão de economia de material para evitar desperdícios (por sustentabilidade) e não por ser uma empresa miserenta; que as vezes, pelo fator humano na frente de logísticas, administração, gerenciamento e tudo o mais, pode acontecer de faltar recursos ou mesmo uma alta demanda forçar com que a empresa precise segurar um pouco as rédeas em certos empacotamentos e por aí vai.

Não posso deixar de elencar que é importante que os clientes reclamem diretamente no SAC da empresa sempre que acharem necessários os feedbacks de qualidade, porque isso ajuda demais a empresa e os compradores no fim das contas. É tudo um enorme ciclo.

Mas enfim, né. Esse post não tem foco na crítica à empresa nem nada do tipo, é só Eu escrevinhando os meus vários 'ter o que falar' em relação a uma pesquisa que eu acabei fazendo e me trouxe poucos frutos bons - exceto esse textão bíblico. 

Sabe como é, uma coisa acaba levando à outra e por aí vai - o turbilhão de uma mente inquieta

E só para finalizar esse trecho fatídico, eu fiquei meio indignada por tão pouco ser motivo para uma devolução. Ela nem falou sobre a relevância de ser uma edição comentada ou de não ser texto integral...esse tipo de coisa, sabe?

Falou da cor das folhas e do tamanho do livro. Eu me pergunto o que realmente essa pessoa queria com a compra desse livro - expor na estante ou algo do gênero?

Eu entendo a importância dos detalhes, e justamente por isso eu já declarei meus sentimentos e pensamentos sobre isso, porque também para mim são relevantes. Mas a diferença é que eu sei o que busco e costumo garantir que a minha aquisição seja de acordo com essa procura. Sem contar que, a produção gráfica estava lindíssima, bem diferente das outras edições de Madame Bovary que eu encontrei por aí. Valia a pena. Mas para mim, por ser comentada, já não seria tão interessante, porque eu não gosto de livros comentados mesmo.

Se eu fosse no olhomêtro, sem pesquisar ou me informar antes, eu ficaria decepcionada - mas eu não devolveria o livro. Nems os livros que chegam levemente rasgados ou danificados eu devolvo, porque eu acabo considerando muitos fatores para manter um livro ou não.

Enfim, como eu disse, eu sou muito chata com livros e tudo é motivo para ponderação.

Na verdade, isso é uma característica minha como pessoa mesmo. As escolhas e decisões que faço na vida costumam ser assim - pautadas em muita avaliação, reflexão, ponderação e descidas profundas em uma diversidade de situações. Busco olhar o cenário completo das coisas, avaliar os mínimos detalhes para aí sim depois bater o martelo sobre algo.

Enquanto ainda houver um resquício de dúvida ou de qualquer outra coisa que me mantenha ali, eu vou até o fim de tudo. Eu não gosto de proceder na incerteza, então busco mitiga-la tanto quanto seja possível. Mas acontece que nem tudo na vida a gente consegue controlar, e aí claro, vai da maturidade de cada um.

Felizmente eu sou muito boa com isso kkk modéstia a parte.

Mas, meus caros.

Por mais que esteja absurdamente gostoso transcrever essa inquietude que se desloca mais do que andarilho que não pára nem para descansar, vou encerrar por aqui. Foi até longe demais, porque no fim os pensamentos me levaram para um pouco longe do que eu efetivamente publiquei no X e que foi o que me fez escrever esse post.

Mas eu acho que é melhor que seja de tal modo mesmo, porque assim um complementa o outro e tudo fica lindo e épico como é suposto ser.


~Au Revoir!

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* Ou eu deveria conjugar como Xzando agora? Ok, é muito estranho. Desculpe, Elon Musk, eu costumo sempre fazer jus a esta mudança por eu ser bem pró transformações, porém nesse caso, pelo bem maior de minha língua materna, voltarei ao formato antigo e original que é bem melhor.

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