Reflexões Atemporais
A busca pela felicidade do jeito que se busca é meramente ilusão. Ilusão porque a verdade se mostra debaixo dos narizes e porque o ser humano escolhe, dia após dia, não enxergar. Não há nada realmente premeditado, só há o disponível e o possível.
O destino existe, mas não é premeditado. Parece mesmo meio contraditório, e realmente é. Mas se trata apenas do semear intenções e de tudo aquilo o que precisa se manifestar, quer agora ou depois, nessa vida ou em outras. Sempre há algo que deseja nascer e renascer, e isso se compõe num infinito ciclo que se chama 'vida'.
A dança do equilíbrio, os desejos se encontrando e reencontrando uma vez mais.
A felicidade, portanto, é composta por tudo aquilo o que conseguimos manifestar; é composta por momentos de alegria, de prazer e de apreciação. Essa felicidade é casada com o tempo espaço; um relógico atemporal. - Era para ser 'relógio', porém 'relógico' vibrou com um absurdo sentido que eu me choquei tanto que vou até manter, mesmo sendo um neologismo totalmente sem querer, ele é altamente funcional e com um sentido colossal.
Mas enfim, existe uma profunda sabedoria por trás de todas as coisas do mundo...como se sempre tudo o que respira, ou existe, soubesse mais e melhor do que nós.
E essa percepção consegue ser bastante desconcertante em certos pontos. Me fascina e me preenche de uma humildade, plenitude, satisfação e curiosidade imensas.
Essa compreensão de que nunca chegarei ao fim é perturbadoramente extasiante, assim como a nossa bela língua portuguesa, e certamente eu nunca terei estantes o suficiente para comportar todos os livros que eu ainda desejo ter.
E eis que aqui está a minha felicidade pura e desnuda de quem vos fala - escrever, refletir e muitos e muitos livros e mais litros de café e dias nublados.

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