Nightwish | Apanhado Geral e Reviravoltas
Nightwish é uma banda finlandesa de Metal Sinfônico formada em 1996 pelo tecladista e compositor Tuomas Holopainen. A banda fez muito sucesso logo no início, porém ganhou reconhecimento mundial apenas após seu segundo e terceiro álbum, sendo considerada uma das bandas mais bem sucedidas da Europa, segundo a revista Metal Hammer.
Infelizmente, ao fim de uma turnê em 2005, a banda demitiu a vocalista Tarja Turunen repentinamente, chocando os fãs. O que mais impactou a história do Nightwish e afetou na época o público que acompanhava fielmente desde o início da sua história musical foi a maneira como Tuomas Holopainen se portou diante da decisão de demitir a cantora, mesmo que essa finalização tenha sido assinada por todos os integrantes da banda.
O que rolou é que Tuomas realizou a demissão bem a sangue frio e de maneira extremamente desrespeitosa ao que Tarja, com todo o seu talento, ajudou a construir. Ele anunciou a demissão da cantora em carta aberta à midia, através do site oficial da banda, o que provocou uma onda de revolta em todos, inclusive a razão pela qual Tarja havia sido demitida.
Uma atitude totalmente sem respeito e consideração por ela.
Na época, o que Tuomas alegou é que Tarja tinha comportamentos que não estavam combinando mais com a banda, que eles não concordavam com o fato de ela querer mais dinheiro após os shows e que ela estaria mais distante do grupo.
Tuomas também atribuiu ao marido, e também empresário de Tarja, a mudança de atitudes da cantora, afirmando que ele seria a razão pelo distanciamento dela.
O envolvimento do marido na questão da demissão, juntamente com os outros argumentos, causou um profundo choque em Tarja, que em posterior pronunciamento afirmou que o seu afastamento se deu em razão de uma paixão platônica de Tuomas por ela e também que nunca havia pedido mais dinheiro do que o normal.
Tarja considerou a maneira como foi demitida "triste e cruel".
Anette Olzon - Uma Potência Negligenciada
Após a chocante demissão de Tarja Turunen, a banda contratou a sueca Anette Olzon, que havia começado carreira profissional já em 1989 como vocalista oficial da banda Alyson Avenue.
Ao que tudo indica, Olzon foi uma das primeiras a enviar sua demo para a seleção da substituta de Tarja, porém Tuomas negou de primeira em razão de ela ter um filho pequeno na época, visto que isso poderia atrapalhar o andamento da agenda da banda.
Anette insistiu enviando o trabalho realizado com a banda Alyson Avenue e foi assim, em razão de sua perseverança, que ela veio a se tornar a nova vocalista oficial do Nightwish em 2007.
A banda meio que explodiu – de uma forma um pouco diferente – com a nova formação, porém, em 2012, a cantora acabou passando mal alguns minutos antes de começar uma de suas turnês, sendo hospitalizada.
Nessa situação, Tuomas substituiu Anette convidando as vocalistas Elize Ryd e Alyssa White-Gluz para substituí-la no dia, o que não faz o menor sentido, já que a Tour era para promover o trabalho da banda que tinha relação com uma produção cinematográfica que eles estavam envolvidos na época, um trabalho diferente e importante para o portfolio da banda.
Particularmente, a melhor decisão teria sido cancelar o show imediatamente, pedir a compreensão do público e remarcar para o dia seguinte ou mesmo para outra data favorável.
Mas aparentemente, Tuomas parece não ter ligado muito nem para a repercussão midiática nem ter consideração por Anette, que não teve culpa de passar mal antes do evento.
A cantora falou aos fãs que não havia sido notificada dessa substituição emergencial e achava que a sua demissão havia sido em razão da descoberta de sua gravidez, fato este que Tuomas nega, dizendo que a razão teria sido pela personalidade dela não se encaixar com a banda e que isso poderia comprometer o trabalho deles.
Aparentemente as relações foram cortadas após essa declaração.
Minhas impressões e Conjecturas
Anette era diferente de Tarja em muitos sentidos. Tanto na voz, na personalidade e na forma de cantar, quanto em relação às suas vestimentas e presença de palco – era outra pessoa, outra história, outra contribuição.
Segundo o artigo escrito em 2013 pelo Whiplash – o maior site sobre Rock e Heavy Metal do Brasil – Anette teria dado uma entrevista à revista finlandesa MeNaiset na época, relatando várias coisas que só somaram no fim para a reputação de todos os envolvidos.
Aparentemente, a cantora tinha cabelos loiros quando entrou para a banda e precisou tingi-los de preto, assim como a antiga vocalista Tarja Turunen.
Isso já demonstra, desde muito cedo, uma apelação emocional muito forte de Tuomas em relação à vocalista anterior e ainda que venhamos a enxergar o Nightwish como "marca" ou "empresa", para tentar entender a motivação de Tuomas de "manter as aparências", penso que não justifica, especialmente por se tratar de ramo musical, que isso seja suficiente para invadir a individualidade dos membros da banda.
A música deveria ser um ramo com liberdade de expressão, o que claramente fica um pouco duvidoso depois de ler essas declarações, porque logo de cara, Tuomas não respeitou muito a forma de expressão de Anette, ao meu ver.
Por outro lado, também é justo e compreensível que alguns ajustes precisassem ser feitos, já que a banda tinha uma reputação a zelar e um apelo visual forte.
E até aqui, penso que dá para passar um pano e entender mais ou menos as motivações, até mesmo Olzon parece ter encarado o desafio de experimentar uma nova versão de si com bom espírito, afinal de contas realmente era uma oportunidade muito especial e creio que ela tenha se permitido viver isso em sua totalidade.
Porém, ainda tenho para mim que ter um cabelo loiro ou preto não faria muita diferença. Talvez isso tivesse sido definido pela banda em razão da intenção de querer mitigar o impacto visual no público. De qualquer forma, o fato que é fato é que nada sei e aqui estou apenas conjecturando em cima de pouca ciência provavelmente.
Como se não bastasse a situação inicial, segundo a reportagem, Anette ainda disse ter tentado se acostumar com os vestidos góticos nos primeiros dias, mas que realmente se vestir assim não era muito a praia dela.
Bom, aí aqui eu já penso que as coisas começaram a entrar num campo um pouco delicado, porque reconheço e valorizo a personalidade dela de ser ela mesma em sua forma de expressão, o seu individualismo e a sua arte num espectro geral, mas também reconheço que a banda, tendo contratado ela, não deveria ter sufocada a nova integrante com o peso de atingir Tarja em expectativa. O que acho complicado é que também não estou muito certa se Olzon realmente tinha esse direito, sabe, de querer meio que "ditar" como a frente da banda deveria se ser.
Faltou um pouco de jogo de cintura e também maturidade, porque se a banda não estava de acordo com o que ela esperava e desejava, ela deveria ter pedido para sair logo de cara e não ter nem insistido em algo que já demonstrava não ser de seu contento.
E isso ela não tem muito como ter defesa aos meus olhos, porque Tuomas sempre demonstrou a ela abertamente as suas preocupações sobre certos pontos e acredito ter deixado tudo mais do que claro sobre o que esperava dela. Ele parece ser muito profissional, afinal de contas. Fica até difícil dizer se tem coração às vezes.
Mas afinal.
Ele queria um novo membro, um produto ou uma nova Tarja Turunen?
Anette Olzon estava mais do que ciente a respeito de qual banda estava assumindo o vocal. Ela estava muito ciente de que não seria tão fácil devido à sua imensa diferença e estilo vocal em relação aos de Tarja. No fundo, a intuição dela deve ter alertado sobre si mesma e ela provavelmente não deu muitos ouvidos por orgulho e arrogância.
Tuomas parece uma personalidade marcante muito mal interpretada em certos pontos, talvez até por falha dele mesmo de comunicar propriamente. Mas penso que é só uma forma de ser, porque a forma de comunicação dele é através das músicas que ele compõe. Ele se transborda nas próprias músicas e como fundador e líder desse trabalho específico que começou há décadas atrás, nada mais justo do que ele querer manter a significância daquilo o que ele criou.
Com certeza, essa banda não é só sobre a música em si, mas sobre ele mesmo (Tuomas) e não existe nada de errado nisso, porque o Nightwish provavelmente é a essência e a casa dele, e claramente o líder não deseja transformá-la em outra coisa além daquilo o que nasceu para ser - profundo e íntimo.
A realidade é que o mundo sempre terá muitos juízes de prontidão e poucos ativistas de humanidade. Não, eu não me excluo disso porque não serei hipócrita aqui e dizer que eu não faço julgamentos. Eu meto o pau mesmo com as críticas baseadas naquilo o que eu interpreto, porque é o que eu faço aqui de alguma forma – quer eu seja juíza ou não.
Eu penso que por causa desse mix de coisas, também Anette poderia ter tido um pouco mais de sensatez, já que a banda não era sobre ela. Teve um pouco, para não dizer muito, de um ego inflado com o fato de ter sido escolhida e de ser a sucessora da poderosa Tarja Turunen, ainda que tenha sido meio sutil para perceber.
De todo modo, ela também não soube lidar com as próprias emoções naquele momento, inclusive porque muito provavelmente precisou enfrentar algumas de suas próprias sombras, que é o que acontece com todo mundo eventualmente.
Talvez o posicionamento dela no Nightwish tenha sido sobre essa tal coisa inaudita até para si mesma? Como se ela tivesse a todo instante que provar alguma coisa para alguém. Talvez, e muito talvez, ela não tenha sido tão profissional assim quanto se esperaria para o nível de uma banda como o Nightwish. E é algo que ela precisa admitir.
Talvez aquilo tudo fosse sobre ela, no fim das contas.
O ser humano tem uma habilidade sinistra de se fazer de vítima a todo instante sobre tudo o que lhe acontece, e pouco a enxergar sobre si mesmo e suas próprias atitudes. Isso só alimenta discussões, alegações infundadas, incompreensão e emoções negativas, além de causa uma sofrimento desnecessário.
Mas quem sou eu, além de pó de estrela? Só conjecturando mesmo aquilo o que não sei.
A gravidez de Olzon foi informada após a hospitalização, provavelmente ela não sabia da situação até isso acontecer. E pelo que disse, ela sugeriu cancelar alguns shows até que ela se sentisse bem novamente, mas além de a banda sequer ter ido visitá-la no hospital, ainda se recusou a conversar sobre a situação, já substituindo a cantora por Floor Jansen (ex vocalista do After Forever e ReVamp) enquanto ela ainda estava se recuperando.
A reportagem na íntegra pode ser vista no site do Whiplash, deixarei as fontes no fim dessa publicação com o link direto para as pesquisas.
Houveram muitas situações complicadas que realmente colocavam o Nightwish em uma posição instável. Anette declarou que não seria igual Tarja e que ela não era uma mulher de ficar agradando os outros. Em contrapartida, ela mesma disse que Tuomas se preocupava muito se ela conseguiria dar conta em razão do filho pequeno que tinha na época, e questionava se ela havia entendido o que desejava.
Acho que Anette pensou muito em si nesse momento, porque Tuomas, pelo o que ela mesmo diz, parece ter sido bastante enfático sobre o que esperava dela e como as coisas deveriam ser, então penso que, sem querer talvez, ela acabou sendo um pouco egoísta e arrogante, sim. Inclusive, ao descrever o início com a banda ela mesma declara uma forma de arrependimento quando se viu diante de todo um alarde midiático.
Além de tudo, o casamento dela estava em ruínas na época, bastante por causa de sua fama como vocalista do Nightwish. Olzon relata também uma certa frustração em relação aos companheiros de profissão, pelo fato de que enquanto seus problemas pessoais a estavam sufocando, os companheiros de banda não a apoiaram muito.
Bom, mas isso era bem o de se esperar e nem dá para dizer que foi injustiça, porque ela havia sido avisada desde o início. Não é sermos ignorantes e indiferentes, claro, isso também não justifica, mas não é também achar que tem que passar a mão na cabeça. Só dava para abaixar a cabeça e assumir a responsabilidade, não tinha por onde.
Olzon também demonstrou chateação pelo fato de sentir que não tinha voz na banda, que tudo era decidido por ela e que ela não era consultada sobre nada.
Fora isso, recebia ainda muitas críticas e a pressão psicológica ao ter que lidar com as cartas agressivas que recebia dos fãs. Qualquer um colapsaria, sinceramente.
Realmente havia muito com o que lidar na época, uma situação muito delicada que acabou fazendo com que ela se afundasse nas emoções. Eu acho que eu não aguentaria também, e ainda assim, existiu e existe muita fortaleza nessa mulher e também nas desistências, mesmo que esse não tenha sido bem o caso dela.
Além de ter uma personalidade muito forte, Olzon sem sombra de dúvidas ganhou minha admiração por admitir publicamente suas emoções e inseguranças. Mas de fato, é um pouco triste que algo que deveria ter sido épico acabou se tornando um poço de possíveis traumas e chateações para todos os envolvidos.
Em meu achismo, penso que não ela não é totalmente vítima, pois estava muito ciente do que se esperava o tempo todo. Ela realmente não foi inteiramente profissional, embora tivesse boas razões, e a banda também não agiu de forma impecável - ainda que também tenha tido suas razões.
O que achei nada a ver é que Anette mesma disse que quando Floor Jansen assumiu o vocal da banda, enviou uma mensagem para a nova vocalista desejando sorte mas ao mesmo tempo alertando para desconfiar deles.
Sinceramente, isso foi totalmente amargurado e sem sentido, muitíssimo inconveniente e não ético da parte de Olzon, embora me parece que a intenção realmente tenha sido boa e de coração.
Ainda disse que seria interessante poder trocar experiências com Tarja, já que estavam na mesma gravadora considerando que ela havia se tornado mãe também, mas nunca negou que anteriormente não teve reunião alguma com a ex-vocalista da banda.
Essa declaração me deixou um pouco enojada, preciso confessar, porque é bem curioso como as pessoas só valorizam e enaltecem os outros quando precisam delas ou quando se sentem de alguma forma buscando apoio ou valorização.
A experiência de Anette Olzon foi muito semelhante com a que Tarja Turunen viveu sim, porém foram situações totalmente diferentes ao mesmo tempo; talvez Anette quisesse se sentir melhor por toda a humilhação que sentiu durante o tempo em que tudo começou a dar errado para si. Ela não queria encarar a humilhação, queria uma muleta para lidar melhor com o que passou.
Mas ok, cada um busca a forma de lidar que lhe satisfaz melhor.
Só que, profissionalmente falando, Olzon deu muitos motivos racionais para a banda demiti-la, e fingir que isso simplesmente não aconteceu - priorizando a visão pessoal sobre todo o resto - é meio merda.
Tarja viveu algo mais relacionado com os aspectos afetivos internamente com a banda, tendo comportamentos naturais sido relevantes demais para a decisão de Tuomas, considerando aqui a tal da paixão platônica.
Mas meio que não existe certo ou errado, no fim das contas, existem lados e razões - e todas conferem. O que não é muito legal tende a ser mesmo as atitudes das pessoas nas situações, que por vezes precisam de mais maturidade para serem conduzir.
A falta de permissão para acertos saudáveis, leves e que promovam paz de espírito dificilmente acontece. As pessoas estão sempre remoendo coisas, alimentando frustrações, rancor e afins. Por que guardar traumas e memórias ruins, se podemos guardar momentos de satisfação, gratidão e carinho?
Bom, para mim, quem acompanhou a trajetória do Nightwish, sempre reconheceu uma imensa entrega à música por parte dos integrantes. A banda sempre foi muito reconhecida por sua paixão, qualidade sonora e visual, e isso sempre foi muito além do que os próprios membros em si.
Temos aqui certa inabilidade com as situações, egos feridos e comportamentos negacionistas. Coisas que promoveram um enorme desgaste para a banda, fazendo com que seja possível observar uma ausência de permissão verdadeira para que o Nightwish abraçasse realmente uma nova versão de sua significância.
Acredito que rolou muita decepção após a Tarja e a Anette – e não por elas em si, mas pelo comportamento bastante tóxico do próprio Tuomas em relação a tudo.
Foi um 'adeus' não aceito.
Anette tinha personalidade e parecia estar sempre de peito aberto para os desafios com a banda. É normal, no começo os fãs fazerem comparativos e inclusive a própria banda, mas acho que nunca houve uma real permissão para uma transformação na trajetória musical da banda e infelizmente Olzon não teve as condições tão favoráveis para que pudesse crescer e encontrar a sua verdadeira forma. No entanto, foi muito possível ver em seu trabalho solo o potencial dela como cantora, realmente penso que faltou apoio.
Olzon também estava se construindo ali. Erros todo mundo comete e o aprendizado é contínuo. Ninguém é perfeito, nem mesmo quem já domina algo.
Faltou fé, faltou confiança, faltou apoio por diversas vias.
Penso que trilhar um caminho diferente requer a mudança real e bem expansiva, e precisa de disposição para isso. Mesmo as bandas precisam entender quando é a hora certa de rumar diferente ou de terminar um projeto em seu auge.
Mudar só um detalhe não é o suficiente, mas já é caminho.
Vi um vídeo em que Anette diz que não sentiu medo de receber uma carta aberta como Tarja havia recebido em 2005 e que compreendeu a situação, falando em entrevista que a questão da química era importante e que as vezes não funcionava, que era preciso alguém sair infelizmente.
O legal, é que ela falou demonstrando um sentimento de muito orgulho por ter tido a oportunidade de participar e por ter feito isso acontecer de algum modo, o que, sinceramente, eu concordo demais da conta. Ela tem mesmo é que se orgulhar pelo trabalho que fez e inclusive por reconhecer as suas limitações, sustentando também com força o peso daquilo o que ela sempre foi e o que sempre prezou em si.
A capacidade de se reconstruir, de se firmar em si mesmo não é algo fácil de se fazer por quem não tem essa veia geniosa na personalidade, e eu gosto muito de pessoas que batem no peito e assumem quem são a despeito de desagradar.
Vendo as músicas dela após a saída do Nightwish me fez ver ela melhor ainda.
Não que ela seja perfeita e tenha agido sempre impecável, mas ela é persistente e demonstrou vontade e bastante autoestima e confiança em si mesma.
Dá para perceber que ela foi um potencial negligenciado no Nightwish, e honestamente, a última coisa que vi foi do ano passado. Ao que tudo indica, Anette Olzon decidiu voltar aos palcos em Tour pela Europa agora em 2026 e a pré-venda dos ingressos vai até dia 20 de Fevereiro, após será outro tipo de venda até 4 de março.
Para mais informações, seguir para o site da revista Loud Magazine, que deixarei nas fontes dessa publicação.
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Anette Olzon fará 55 anos em Junho deste ano e trabalha como enfermeira em uma maternidade, conciliando o seu trabalho atual com a carreira musical.
CONCLUSÃO
Após a demissão de Tarja Turunen, a sua forma original já não fazia mais sentido porque a construção anterior se pautou em raízes profundas que haviam sido rompidas. Para mim, a essência do Nightwish já tinha dado adeus depois disso, mesmo com o trabalho espetacular de Floor Jansen, que era a pessoa certa que a banda estava realmente precisando na época.
Toda essa lástima que foi com Anette, uma vocalista que sofreu a pancada horrorosa acho até que da frustração e rancor de Holopainen a Tarja na época, foi muito desnecessária e só aconteceu por falta de clareza interna e de atitude humana.
No fundo, Holopainen queria mesmo é uma nova Tarja e para mim essa atitude não passou de um enorme boicote ao andamento dos trabalhos em sua nova versão, o que culminou em deixar a banda frágil e instável, comprometendo um pouco a sua reputação ou no mínimo a posição da banda.
Felizmente, Floor Jansen conseguiu dar o apoio necessário e a forma que a banda estava precisando para superar e continuar. Ela vem fazendo um trabalho ótimo cheio de personalidade e muita atitude.
Floor Jansen continua sendo, desde 2012, a vocalista do Nightwish, gerando apoio e aceitação gigantescos por parte dos fãs, o que trouxe certa estabilidade novamente para o Nightwish, tendo a banda seguido com trabalhos maravilhosos.
Para o Alto e Avante!
Fontes:
- RUIZ, Diego. Whiplash. Anette Olzon: Eu acho que isso ainda não acabou. Disponível em: https://whiplash.net/materias/news_820/194860-nightwish.html
- SWEDEN, Karla. O Subsolo. Do Nightwish à carreira solo, Anette Olzon: uma trajetória marcada pela emoção e pela potência vocal. Disponível em: https://osubsolo.com/do-nightwish-a-carreira-solo-anette-olzon-uma-trajetoria-marcada-pela-emocao-e-pela-potencia-vocal/
- MACHADO, Marcio. Confere Rock. Disponível em: https://confererock.com.br/tarja-turunen-quer-conhecer-anette-olzen-muito-o-que-conversar/#google_vignette
- LOUDWIRE. Tarja Turunen - Wikipedia: Fact or Fiction?. Youtube, 24 Out. 2018. 10min.48s. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2_KeinNpZ-U. Acesso em: 18 fev. 2026.
- WIKIPEDIA. Wikipedia. Nightwish. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nightwish
- WIKIPEDIA. Wikipedia. Tarja Turunen. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tarja_Turunen
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