Gato e Sapato de Sentimentos
Quão vulneráveis são os sentimentos nossos?
Em qual dos estágios da vida somos superiores a nós mesmos?
Quando admitimos que nada sabemos?
Quantas vezes o acaso é o melhor dos caminhos?
Em quais casas a felicidade é completa?
Somos o que queremos, o que queríamos?
É essa a vida que desejamos?
Somos tão vulneráveis quanto queremos ser.
Nunca seremos superiores a nós mesmos, talvez ao atingir a sabedoria.
Vem com o tempo, conforme envelhecemos ou amadurecemos.
Desgasta, às vezes entristece e às vezes muito machuca.
Eis o grande motivo pelo qual morremos – sabedoria demais.
Tudo precisa acabar um dia, porque nossos corpos não comportam o tempo.
Admitimos fácil que não sabemos de nada só quando o destino fica faceiro.
E brinca com as nossas vidas, fazendo gato e sapato dos nossos sentimentos.
O destino é a própria vida, a própria existência que se vai embora um dia.
O acaso é o melhor dos caminhos quando não enxergamos a realidade.
É aquele tal de sol tampado com a peneira.
Nenhuma casa é sempre felicidade completa.
O ser humano é insatisfeito demais para suportar isso.
Não é defeito, é o natural do homem.
Não somos o que queremos, não somos o que queríamos ser.
Mas sempre temos a oportunidade de ser o que desejamos.
Não dá para alimentar a mania de culpar o outrem, o passado, o fracasso.

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