Sonhos e Palavras Espontaneamente Involuntárias
Recentemente, tenho tido sonhos bastante simbólicos e significativos, sendo que, muitas vezes, mesmo enquanto estou na rotina do dia a dia, surgem em minha mente algumas frases, termos ou nomes de pessoas, aleatoriamente, sem que eu esteja pensando sobre nada que possa remeter àquilo.
Não posso dizer que isso nunca aconteceu antes, porque acho que provavelmente eu que não devo ter dado a devida atenção. No entanto, essas experiências simbólicas através dos sonhos e mesmo esses termos aleatórios parecem ter aumentado de frequência e proporção de um certo tempo para cá e portanto, eu poderia dizer agora que até já me acostumei com tais causos.
Essa situação toda parece acontecer de maneira mais precisa atualmente, me trazendo certas informações ou conhecimentos dos quais nunca ouvi sequer falar antes e confesso que isso tem mexido comigo de uma maneira encantadora. Toda vez que algo assim surge, acabo pesquisando por bastante tempo a fim de tentar entender do que se trata e termino sempre mais surpresa do que quando comecei.
Fico me questionando todas as vezes quando isso acontece – “Meu deus, qual é a chance?”.
Até procurei buscar a existência de algum adjetivo qualquer que pudesse definir esses acontecimentos e não encontrei um que fosse realmente satisfatório. No entanto, vi algumas pessoas relatando que isso também acontecia com elas e fiquei na esperança de que eu pudesse ter finalmente uma explicação sobre.
Infelizmente, não tive muito êxito.
Embora fosse imensamente semelhante, não era bem o que acontecia comigo da forma como descreviam e não sinto realmente a necessidade de categorizar nada, mas é que fico curiosa para entender o que acontece exatamente na minha cabeça. Inclusive, algumas das vezes em que isso aconteceu, acabei cheia de lágrimas e talvez até um pouco mais esperançosa sobre a vida, eu diria.
Realmente, isso tudo tem me impressionado demais da conta. Tanto com a precisão em relação ao momento atual da minha vida, quanto com a possibilidade de ser mesmo alguma forma de mensagem.
Como a minha curiosidade é imensa, sempre me disponho a pesquisar quando considero que o termo ou o nome podem significar algo no mínimo importante e é aí que a minha fé se renova uma vez mais.
Um Diálogo Elucidativo
Pois bem, foi assim e mais uma vez, que há alguns dias atrás, tive um lapso de sonho bastante agregador em que eu conversava com um homem, cuja aparência não vi. Estávamos num lugar bem amplo, numa espécie de caverna no alto de uma montanha e com uma vista que dava para uma linda pedreira onde havia uma água corrente que caía como se fosse um véu fino – o que atribuí se tratar, então, de uma cachoeira.
Quando olhava para baixo, via uma água que parecia ser de um rio e acho que estava parada, mas não me lembro direito. Também haviam várias pedras enormes e elas tinham uma grande quantidade de limo bem avantajado e de um verde super vibrante, também era possível ver que a paisagem tinha muita árvore ao redor e tudo era muito bonito e tranquilo aos olhos e espírito.
Eu estava lá, conversando com esse homem que eu não via, pois estava de costas para ele, e tive a impressão de que ele parecia ter o cabelo curtinho bem rente a cabeça e ser mais ou menos da minha idade.
Acho que fazíamos algumas reflexões sobre diversos assuntos e num dado momento ele me perguntou o que eu entendia por “Axé“. Lembro que fiquei um pouco surpresa porque a pergunta veio de repente, mas logo tentei explicar o meu ponto de vista dizendo o que eu sentia se tratar aquele termo.
Eu disse a ele que para mim Axé era uma espécie de energia ou força e enquanto conversávamos sobre isso, uma folha seca parecia flutuar acima das minhas mãos unidas em formato de concha.
Eu jogava a folha seca para cima e a via caindo lentamente em razão de sua natureza leve e penso agora que talvez o que estávamos tentando chegar a um entendimento naquele momento era que essa ‘força ou energia’ era justamente o que a sustentava no ar – e que isso era também como o “Axé”.
De repente, acordei abruptamente por causa do barulho que a minha gata havia feito, sendo que o mais ‘engraçado’ dessa situação é que essa gata quase nunca apronta – ironicamente, ela se chama Maya.
Bem, mesmo tendo acordado repentinamente de uma conversa que eu havia gostado por demais e queria ter podido continuar, até porque a vista era lindíssima, eu realmente fiquei muito chateada com a minha gata naquele momento. Mas o mau humor deu lugar a lembrança de que aquele homem havia me dito o seu nome, e era composto, porém eu somente lembrava do primeiro. E isso foi mais do que o suficiente.
Não desejo falar seu nome porque algo em mim diz não ser necessário e também querer preservar uma certa discrição – portanto, seguirei com esse sentimento em alta daqui por diante.
Quando fui pesquisar, descobri que havia uma entidade com esse mesmo nome, embora eu tenha visto pouco conteúdo disponível, mas descobri uma cantiga que mexeu bastante comigo por uma forma muito pessoal de levar meus caminhos e isso me deixou muito feliz.
Na verdade, eu já havia tido outra vez um sonho com um homem também, situação esta que inclusive até descrevi aqui no blog em formato de um Conto chamado “Um Pesadelo Real Demais”, mas em minha lembrança eles não se pareciam em nada – mesmo que eu não tenha visto exatamente a aparência do homem que descrevo nessa postagem de hoje.
É estranho, não sei bem explicar. Sabe quando você vê, mas não vê? É tipo isso.
Coisas de sonhos, vai entender! Quem sabe eu tinha um olho atrás da minha cabeça.
O fato é que, enquanto escrevo essa publicação, sinto uma forte presença ao meu lado, como se fosse uma TV fora do ar e isso também é algo que acontece com frequência comigo em diversas situações onde não existe TV ou nada ligado que justifique a sensação ser tão forte e próxima de mim.
É exatamente como uma televisão fora do ar, não teria descrição mais precisa do que isso e não sei o que é, mas o fato é que, certamente, está ligado ao campo energético.
Ao mesmo tempo, embora possa parecer estranho para quem estiver lendo isso, sinto um cheiro notável de cânfora e de maresia ao meu redor, além de um frescor que faz com que minhas mãos fiquem úmidas.
Mas talvez seja somente uma leve ansiedade oriunda das sensações que se assemelham ao sopro de uma bala de hortelã ou menta em minha direção. Bem, tenho certeza de que isso é inexistente no cômodo, já que tudo está totalmente fechado e trancado – nada que me seja incomum também.
Reflexões, uma Visão Pessoal e sem Estudos.
Todo mundo diz, como se fosse uma verdade absoluta, que “quanto mais alto, maior a queda” e isso não parece muito certo para mim agora depois desse sonho. Há uma outra perspectiva sobre isso.
Posso cair de uma imensa altura e a minha queda ainda assim ser suave, porque escolhi que ela assim fosse, e se ela é desse modo aos meus olhos, eu não a vejo como maior e nem como vinda de tão alto.
Toda queda se trata apenas de uma queda.
Se o ser humano fosse apenas uma folha seca, ao cair de um penhasco ela pareceria flutuar, e ainda assim, ao fim, faria um pouso suave como se tivesse acabado de cair apenas de uma árvore qualquer.
Por outro lado, se uma pedra caísse de um penhasco, certamente se comportaria como um algo bastante pesado, independente de seu tamanho ou forma. A relação com a altura de sua queda não deixaria de a definir igualmente como “pesada”, mesmo se ignorássemos a sua forma e tamanho.
E assim é com o ser humano também.
A única diferença é que podemos escolher em todas as vezes, se queremos ser tão leves quanto folhas secas ou pesados como pedras, durante o nosso caminhar.
Nem uma folha tampouco uma pedra podem escolher ser um ou outro, porque esta é a sua natureza.
Mas nós, seres humanos falhos, temos a excepcional possibilidade de escolher como queremos pousar nas situações de nossa vida e, certamente, isso deve falar muito também sobre esse tal de viver com Axé.



